09 fevereiro 2018 - 15:32

Rodoviários decidem aceitar proposta oferecida por patronal e salário será reajustado conforme inflação

Segundo a presidência do Stetpoa, o fator crucial para encerrar a negociação foi o plano de saúde

Após quase dois meses de negociação, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte (Stetpoa) aprovou em assembleia, ocorrida na noite de ontem, junto à categoria, a pauta recebida do Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) no dia 2 de janeiro, que oferecia um reajuste de 2% no salário dos funcionários. O fator determinante para a negociação encerrar, segundo Adair da Silva, presidente do Sindicato dos rodoviários, foi o plano de saúde.

Ficou acordado durante a reunião que os rodoviários receberão o salário referente à inflação do período. Além disso, terá um aumento de R$ 0,75 no vale alimentação e o custo da coparticipação no plano de saúde passou para R$ 50,00, sem cobrança na taxa de consultas. Da Silva garante que essa é uma vitória para os rodoviários. “Lutamos para não deixar que fossem cobradas taxas extras da nossa categoria no momento em que eles precisassem de consultas médicas. Enquanto eu estiver atuando nesta gestão, não permitiremos que essas exigências sejam feitas”, completa o presidente.

Entenda as propostas

O Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) apresentou uma contraproposta de reajuste salarial para os motoristas e cobradores de ônibus no dia 2 de fevereiro. A entidade patronal ofereceu uma correção de 2%, de acordo com a inflação do período de fevereiro do ano passado até janeiro de 2018. Em 2 de janeiro, o Seopa havia proposto um reajuste de 1%. Já o Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário de Porto Alegre (Stepoa), em 22 de janeiro, pediu aumento de 5% nos salários e de 10% no vale-alimentação.

Conforme informado pelo Seopa por meio de nota, a correção é medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), cujo percentual também é estendido às demais cláusulas de natureza econômica, como vale-alimentação e subsídio do plano de saúde. De acordo com o advogado da entidade patronal, Alceu Machado, um dos impasses da negociação envolve o plano de saúde dos trabalhadores.

A pedido de dirigentes do sindicato dos rodoviários e lideranças da categoria, que dizem ser oneroso o modelo atual, o Seopa buscou novas alternativas no mercado: “A proposta da nova empresa é financeiramente mais acessível para os funcionários, e os serviços oferecidos são muito semelhantes. Mas, até o momento, a alteração não foi aprovada pelo sindicato dos rodoviários”, disse Machado.

Fonte:Laura Gross/Rádio Guaíba