17 fevereiro 2017 - 11:14

Rainha de bateria foi vítima de latrocínio ou execução, diz delegado

Homem descalço foi visto fugindo do local do crime com arma em punho

Morte de rainha de bateria pode ser latrocínio, diz delegado. Foto: Arquivo Pessoal / Facebook / Reprodução / CP

Morte de rainha de bateria pode ser latrocínio, diz delegado. Foto: Arquivo Pessoal / Facebook / Reprodução / CP

A morte da rainha de bateria da escola de samba Imperatriz Dona Leopoldina, Paola Serpa Severo, de 34 anos, campeã da última edição do Carnaval de Porto Alegre, é investigada pela 2ª Delegacia de Polícia Civil (DP) de Cachoeirinha. O titular da DP, delegado Newton Martins de Souza, afirmou nesta sexta-feira que trabalha inicialmente com a hipótese de latrocínio, mas não descarta a possibilidade de execução. Ele ainda disse que um homem com pés descalços foi visto correndo com arma em punho logo depois do assassinato na rua Obedy Cândido Vieira. Conforme o delegado Newton, a Polícia Civil agora busca câmeras de monitoramento para obter novas informações sobre o caso.

“O crime foi cometido em frente a um condomínio fechado. As câmeras do circuito interno podem servir para a investigação. Faremos uma análise do material para ver se isso pode ser aproveitado. Além disso, existe uma câmera da prefeitura e um controlador de velocidade, que pode nos fornecer a placa do carro usado na fuga dos bandidos”, frisou o delegado. A Polícia Civil deve ouvir, nos próximos dias, depoimentos de testemunhas e familiares da vítima.

“Não estamos fechados em apenas uma hipótese. Em princípio, estamos trabalhando com latrocínio (roubo seguido de morte), embora nada tenha sido levado. Ela foi encontrada caída e estaria mexendo no celular no momento do crime. Os documentos estavam com ela. Estamos colhendo todo o tipo de prova que pode mudar o rumo das investigações”, explicou Souza em entrevista ao Correio do Povo.

O delegado informou ainda que, no momento do assassinato, Paola aguardava a filha de seis anos, que tinha aulas particulares em um condomínio localizado na rua. Testemunhas relataram a Newton Souza que um homem foi visto correndo de pés descalços e com uma arma pouco depois do crime. “A filha dela estava tendo aula de reforço. Conversamos com pessoas que viram e sabemos desse homem, que entrou num carro, ainda não identificado, e fugiu. Ainda não sabemos quantos tiros foram disparados e por isso vamos esperar o parecer do legista”, acrescentou. Conforme a Polícia Civil, a passista não tinha antecedentes criminais.

Fonte:Rádio Guaíba e Correio do Povo