07 dezembro 2017 - 17:59

Pressão de evangélicos ajudou a acelerar decisão de Trump sobre Jerusalém

Protestantes norte-americanos nutrem grande solidariedade pelos conservadores de Israel e sentem uma conexão com o Estado judeu baseada na Bíblia

Uma pressão intensa e contínua de evangélicos dos Estados Unidos ajudou a induzir o presidente norte-americano Donald Trump a decidir reconhecer Jerusalém como capital de Israel e anunciar a transferência da embaixada dos EUA para lá no futuro. A informação é da agência Reuters.

Embora Trump não tenha renovado a promessa da transferência, os assessores cristãos conservadores do governo insistiram no assunto de forma constante em reuniões de praxe na Casa Branca, que comentou o assunto.

“Não tenho dúvida de que os evangélicos desempenharam um papel significativo nesta decisão”, disse Johnnie Moore, pastor da Califórnia que atua como porta-voz de um conselho de evangélicos de destaque, que aconselha a Casa Branca. “Não acredito que isso teria acontecido sem eles”, disse. Muitos protestantes norte-americanos nutrem grande solidariedade pelos conservadores de Israel e sentem uma conexão com o Estado judeu baseada na Bíblia.

Os esforços dos ativistas incluíram uma campanha de emails lançada pelo grupo My Faith Votes (Minha Fé Vota), presidido por Mike Huckabee, ex-candidato presidencial republicano, ex-governador do Arkansas e pai de Sarah Huckabee Sanders, porta-voz da Casa Branca. Esse grupo publicou um formulário incentivando as pessoas a contatarem o governo para pressionar pelo reconhecimento de Jerusalém como capital israelense.

Outro grupo evangélico, os Líderes Cristãos Americanos por Israel (American Christian Leaders for Israel) enviou uma carta a Trump alertando que o tempo é uma questão crucial na transferência da embaixada.

A decisão recebeu críticas de líderes palestinos e da comunidade internacional, que teme que a medida desencadeie tumultos na região. Os palestinos querem Jerusalém Oriental como a capital de um futuro Estado.

Fonte:Agência Brasil