19 junho 2017 - 14:26

Número de migrantes no Rio Grande do Sul chega a 50 mil

Dados foram apresentados na Assembleia Legislativa

O Rio Grande do Sul registra hoje 50 mil migrantes, 8,5 mil deles haitianos e 4,2 mil senegaleses. O Estado recebe ainda migrantes indianos, chineses, ganeses e de Guiné-Bissau. Os dados foram apresentados nesta segunda-feira pelo presidente do Fórum de Mobilidade Humana, Elton Bozzetto, que participou da abertura da “Semana do Migrante no Rio Grande do Sul” realizada na Assembleia Legislativa.

A cerimônia contou com as presenças do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Edegar Pretto (PT) e do bispo auxiliar de Porto Alegre, dom Adilson Busin. Segundo Bozzetto, a Semana do Migrante foi criada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) há 32 anos. “Naquele período já havia a efervescência do fenômeno migratório no mundo. No entanto, em 2000, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o Dia Mundial do Refugiado, celebrado em 20 de junho”, explicou.

Conforme Bozzetto, a Semana do Migrante foi criada pela CNBB com a intenção de conscientizar a sociedade brasileira para a importância de superar o drama da discriminação e da falta de acolhimento de quem busca melhores condições de vida em outros países.

O deputado Nelsinho Metalúrgico (PT), presidente da Frente Parlamentar de Acompanhamento e Solidariedade aos Imigrantes e Refugiados no Rio Grande do Sul, informou que um levantamento da ONU mostrou que 4.271 pessoas morreram, principalmente no mar, tentando chegar a outros países. “O Brasil está na rota dos movimentos migratórios, assim como o Rio Grande do Sul”, ressaltou.

Segundo dados do Centro Ítalo Brasileiro de Assistência e Instrução às Migrações (Cibai), todos os meses o Estado recebe cerca de 70 migrantes. “O Rio Grande do Sul tem uma história de acolhimento a imigrantes e refugiados de diversos continentes”, acrescentou.

Segundo Nelsinho Metalúrgico, o trabalho da Frente Parlamentar é atuar na implementação de políticas públicas que auxiliem os imigrantes e refugiados com a garantia dos direitos fundamentais como a inserção no sistema educacional e no mercado de trabalho.

Fonte:Cláudio Isaías/Correio do Povo