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12 agosto 2017 - 18:23

Manifestação da extrema-direita termina em tumulto e um morto nos Estados Unidos

Confrontos no estado de Virgínia levou governador a decretar estado de emergência

O governador do estado norte-americano da Virginia, Terry McAuliffe, decretou estado de emergência por causa dos confrontos entre ultranacionalistas de maioria branca e grupos antifascistas na cidade de Charlosttesville. Com protestos realizados nessa sexta-feira e neste sábado, o chamado União da Direita entrou em confrontos com grupos antifascistas.

Segundo o prefeito da cidade, Mike Signer, uma pessoa morreu no tumulto. No Twitter, ele pediu que as pessoas deixassem a manifestação. Tropas policiais de choque foram usadas para tentar conter os ataques entre os grupos opostos. Foram usadas bombas de gás lacrimogêneo contra os participantes.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também condenou a violência dos manifestantes. No Twitter, ele escreveu: “Todos nós devemos estar unidos e condenar tudo o que representa o ódio. Não há lugar para esse tipo de violência na América. Vamos juntos como um!”.

O enfrentamento começou durante protestos na sexta-feira, liderados pelo grupo União de Direita. Centenas de homens e mulheres participam das manifestações contra uma decisão da prefeitura de remover uma estátua do general  confederado Robert E. Lee, um dos símbolos do movimento separatista dos Confederados.

Durante a Guerra Civil americana, entre 1861 e 1865, a Região Sul dos Estados Unidos, que reunia estados contrários a abolição da escravatura, tentaram a independência. Mesmo derrotado na Guerra da Secessão, alguns estados do Sul como a Virgínia, Norte Carolina e Sul Carolina, bem como Alabama e Georgia têm até hoje defensores dos confederados que aglutinam extremistas de direita.

Os manifestantes que marcharam pela supremacia branca e contra a remoção da estátua, gritaram saudações nazistas e palavras de ordem contra negros, imigrantes, homossexuais e judeus.

Nos protestos que ocorreram à noite foram usadas tochas e alguns manifestantes cobriram o rosto. As tochas são um dos símbolos do Ku Klux Klan, um grupo formado depois da guerra civil americana por soldados das tropas confederadas.  A KKK foi um dos movimentos que se levantaram contra a luta pelos direitos civis liderados pelos negros americanos, no Sul dos Estados Unidos.

Fonte:Agência Brasil