12 janeiro 2018 - 20:14

Hackers invadem sistema da prefeitura de Joia e pedem resgate em moeda virtual

É o primeiro caso do tipo no RS

A Polícia Civil busca esclarecer o primeiro caso de pedido de resgate em moeda virtual no Rio Grande do Sul. Criminosos invadiram o sistema da Prefeitura da Joia, no Noroeste gaúcho, e pediram 4 mil dólares, convertidos em bitcoins, para liberarem os arquivos do Executivo municipal. Apesar de o crime ter ocorrido na madrugada de segunda-feira, setores como o de Pessoal e de Contas seguem fora do ar. Também não é possível acessar o site da Prefeitura. O Deic, em Porto Alegre, assumiu o caso.

De acordo com Jackson Pinheiro, do setor de Contabilidade da Prefeitura, o crime ocorreu após a meia-noite. Às 8h, quando os funcionários chegaram para o trabalho, não conseguiram acessar os servidores da administração local. Pinheiro disse que, em um primeiro momento, os técnicos da Prefeitura pensaram se tratar de queda de energia.

“Porém, o sistema continuou paralisado durante toda a segunda-feira”, lembrou Pinheiro. “Chegamos a tentar acessar todos os arquivos e nada deu certo. Apenas o que salvamos na “nuvem”, antes da meia-noite, conseguimos acessar e reinstalar para trabalhar minimamente”. Assim, férias de funcionários, empenhos e pagamentos tiveram prejuízo. Ao acessar o conteúdo da “nuvem”, os técnicos constataram que o sistema havia sido invadido.

Segundo Pinheiro, quanto mais os arquivos eram acessados, mais bloqueado ficava o servidor. Em uma das memórias, os criminosos deixaram um e-mail. Um funcionário abriu e viu um endereço eletrônico para fazer contato. “Enviamos um e-mail e recebemos como resposta que deveríamos enviar 4 mil dólares em bitcoins para que eles liberassem os nossos arquivos”, contou. “Inclusive, eles propuseram que mandássemos um arquivo qualquer para eles desbloquearem, provando estarem falando sério”, disse Pinheiro. Conforme o servidor, a Prefeitura não vai pagar a quantia, considerada exorbitante.

Nesta sexta-feira, os setores do Município trabalharam de forma precária e o site permanecia fora do ar. A Polícia local repassou o caso para Porto Alegre.

Fonte:Correio do Povo