12 janeiro 2017 - 00:07

Entidades defendem juíza atacada na Internet por ter impedido demissões em massa em fundações do RS

Críticas pesadas surgiram após liminares que exigiram acordo coletivo prévio

A Associação dos Juízes do RS (Ajuris) e a Associação dos Magistrados do Trabalho (Amatra IV) divulgaram nota em apoio à juíza do Trabalho Valdete Souto Severo. Ela é alvo de pesados ataques em redes sociais em razão das liminares que emitiu, impedindo demissões em massa nas fundações que serão extintas pelo Palácio Piratini.

Em 6 de janeiro, o Movimento Brasil Livre (MBL) divulgou texto do Jornal Livre acusando a magistrada de defender “ideias de extrema esquerda” e pertencer a uma “elite jurídica que batalha contra a responsabilidade fiscal”. A postagem foi compartilhada e recebeu dezenas de comentários com ataques diretos a Valdete.

“A Ajuris repudia toda e qualquer manifestação que pretenda constranger o Judiciário, quer seja individual ou coletivamente, sobre o modo pelo qual os casos devem ser analisados ou julgados”, enfatizou a entidade no texto. “A defesa das prerrogativas da Magistratura é objetivo inerente da Ajuris que se alia à Associação dos Magistrados do Trabalho da IV Região (Amatra IV) ao destacar a importância dessa atuação independente.”

A Amatra condenou os ataques, inclusive preconceituosos contra a juíza. “A Amatra IV repudia veementemente a misoginia demonstrada em rede social sobre decisão juridicamente fundamentada de uma mulher e magistrada no exercício de sua missão constitucional”, frisou. “Não se pode admitir que as críticas se dirijam ao gênero de quem prolata a decisão.”

Fonte:Correio do Povo