07 setembro 2014 - 13:28

Desfile de 7 de setembro na Capital teve faixa pedindo intervenção militar

Segundo Comando Militar do Sul, ao menos 7 mil pessoas assistiram ao desfile

Desfile de 7 de setembro na Capital teve faixa pedindo intervenção militar. Foto: Gabriel Jacobsen

Desfile de 7 de setembro na Capital teve faixa pedindo intervenção militar. Foto: Gabriel Jacobsen

Nas contas do Comando Militar do Sul, ao menos 7 mil pessoas acompanharam o desfile cívico-militar, na manhã deste domingo, às margens do Guaíba, em Porto Alegre. Pela Avenida Beira-Rio, entre 10h e o meio-dia, 4,8 mil militares e ex-militares, policiais, servidores públicos e estudantes de colégios militares desfilaram em homenagem ao Dia da Independência.

No palanque oficial, protegidos da chuva que era aguardada, mas não caiu, governador do Estado, prefeito de Porto Alegre e outras autoridades políticas e religiosas assistiram à passagem dos homens e mulheres fardados, de mais de 200 viaturas, além de uma corveta da Marinha e aeronaves da Aeronáutica que sobrevoaram a região Metropolitana. Destoando da convivência democrática entre civis eleitos e militares de carreira, na arquibancada, um pequeno grupo manteve estendida uma faixa com os dizeres “Intervenção Militar já! Brazil #1”.

O mesmo grupo estendeu abaixo uma faixa menor com o texto: “Não ao decreto comunista 8.243”. O decreto, assinado pela presidente da República em maio deste ano, instituiu a Política Nacional de Participação Social – organizando a relação entre conselhos populares e as instâncias administrativas, sem obrigação de que as segundas sigam as orientações dos primeiros.

Uma terceira faixa, a menor das três, trazia também os dizeres: “Plena democracia só com a força do povo. Forças Armadas já!”. Os manifestantes pró-intervenção, bastante animados durante o desfile, receberam acenos dirigidos de alguns dos militares que desfilaram nessa manhã.

“A manifestação é livre, mas na minha visão não há espaço mais para isso”, disse, ao final do desfile, o comandante Militar do Sul, Antônio Hamilton Martins Mourão, após ser questionado sobre a faixa.

Questionado ainda sobre a pressão existente por parte da sociedade civil para que as Forças Armadas se desculpem ao País pelas duas décadas de ditadura em que militares promoveram atos de torturas e assassinatos contra civis, o General Mourão foi taxativo: “Não existe essa questão de pedido de desculpas. As Forças Armadas atenderam o chamado da nação naquele período e enfrentaram de armas na mão pessoas que buscavam implantar uma ditadura comunista no Brasil e o Exército cumpriu o seu papel”.

Fonte:Gabriel Jacobsen/Rádio Guaíba