14 setembro 2017 - 08:55

Câmara de Vereadores aprova impeachment de Prefeito de Montenegro

Sessão plenária que definiu por cassação durou cerca de 19 horas

Foto: Divulgação / Câmara de Vereadores de Montenegro.

Foto: Divulgação / Câmara de Vereadores de Montenegro.

O impeachment do prefeito de Montenegro Luiz Américo Alves Aldana (PSB) foi aprovado pela Câmara de Vereadores durante a madrugada desta quinta-feira. Em uma sessão que durou cerca de 19 horas, a cassação foi aprovada por nove dos dez vereadores do município do Vale do Caí.

Aldana foi julgado pela denúncia oferecida por eleitores por supostas práticas de infrações político-administrativas. O processo de cassação do prefeito foi aberto em 13 de junho na Câmara, através da Comissão Processante e cumpriu todos os ritos processuais. Na mesma sessão, o presidente da Câmara de Vereadores de Montenegro, Neri de Mello Pena, conhecido como “Cabelo”, deu posse ao então vice-prefeito Carlos Eduardo Müller “Kadu”.

Entre as denúncias que embasaram o processo estão irregularidades em licitações de obras de recapeamento de asfalto de vias da cidade; Superfaturamento da Prestação de Serviço de Transporte Escolar das Escolas Municipais e Estaduais do ano de 2015 em diante; Prorrogação indevida do transporte público; Ausência do Prefeito Municipal no período compreendido entre os dias 13 e 24 de janeiro sem a devida comunicação à Câmara de Vereadores – as chamadas “Férias do Prefeito”.

Os nove vereadores que votaram pela cassação do prefeito foram: Cristiano Braatz (PMDB), Erico Velten (PDT), Felipe Kinn (PMDB), Joel Kerber (PP), Josi Paz (PSB), Juarez da Silva (PTB), Neri Pena “Cabelo” (PTB), Rose Almeida (PSB), Talis Ferreira (PR). Apenas o vereador Valdeci de Castro (PSB) votou a favor da permanência do mandato de Aldana.

As 19 horas de sessão foram necessárias para leitura de documentos do processo, reprodução de áudios, pronunciamentos dos vereadores, além de falas do advogados de defesa e acusação.

Segundo prefeito cassado em dois anos

Em maio de 2015, ainda em mandato anterior, o então prefeito Paulo Azeredo (PDT) também passou por processo de impeachment, sendo destituído do cargo por supostas irregularidades na construção de uma ciclovia na cidade. Aldana, agora cassado, assumiu o posto à época. Na eleição de 2016, ele se elegeu com 30,75% dos votos válidos.

Fonte:Guilherme Kepler / Rádio Guaíba