Obama lança pacote de empregos
O presidente Barack Obama decidiu lançar nesta segunda-feira um pacote de 50 bilhões de dólares em obras de infra-estrutura. Já amanhã, na cidade de Cleveland, estado de Ohio, vai propor um incentivo fiscal de 100 milhões de dólares para as empresas. Trata-se uma tentativa de recuperar o país e, ao mesmo tempo, o prestígio do governo e do Partido Democrata, que está em baixa. Obama sabe que a maior dor que o americano sente é a do bolso. Por isto está tratando de diminuir despesas com a guerra no Iraque e concentrar investimentos no país, como uma formade gerar emprego. Desde a eclosão da crise imobiliária e financeiro, em 2007, o país atravessou uma recessão, conseguriu uma pequena recuperação, mas não conseguiu ainda recuperar um crescimento sustentável. E se isto não for conseguido logo, irá se refletir logo ali, nas eleições parlamentares de novembro. Daí o objetivo de Obama ao lançar este mega investimento. Ele simplesmente está imitando Roosevelt que, quando da grande depressão de 29, acionou o Estado como gerador de emprego. Afinal, nada mais justo, para quem já acionou o Estado para salvar os bancos.
Postado por Jurandir Soares - 07/09/2010 09:58
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Chanceler de Israel boqueia negociações
Surgiu mais uma divisão no governo israelense com relação ao tão propalado acordo de paz com os palestinos. E quem está em discordância com o avanço das negociações é o chanceler Avignor Liberman. Ele afirmou que a paz no Oriente Médio é um "objetivo inalcançável nesta geração" e por isso não vê sentido no renovado esforço com as conversas diretas por um acordo de paz com os palestinos. O chamado Quarteto da Paz, formado EUA, Rússia, UE e ONU, que está mediando o acordo, pretende dentro de um ano ver constituído o Estado da Palestina, algo que, evidentemente, é visto com muito pessimismo.
"Assinar um acordo de paz global é um objetivo inalcançável neste ano e nesta geração", sustentou Lieberman, presidente do partido ultradireitista Yisrael Beiteinu, a segunda maior formação na coalizão de governo, atrás apenas do Likud, partido do premiê Binyamin Netanyahu. Lieberman advertiu ainda que impedirá qualquer prorrogação do congelamento parcial da colonização na Cisjordânia ocupada, que termina em 26 de setembro. "Não há nenhum motivo para prolongar o bloqueio. O Israel Beitenu tem influência e poder suficientes no governo e no Parlamento para conseguir impedir a aprovação de qualquer proposta de ampliação do congelamento".
Vale lembrar que o chanceler foi afastado do reinício, no dia 2 setembro em Washington, das negociações diretas israelense-palestinas. Mas continua tentando influir.
Postado por Jurandir Soares - 06/09/2010 16:24 - Atualizado em 06/09/2010 16:25
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ETA faz 11º anúncio de cessar-fogo
Este comentário que eu vou fazer agora é uma repetição de outro que fiz em 22 de março de 2006. Ele dizia o seguinte:
A organização terrorista ETA – Pátria Basca e Liberdade, "Euskadi Ta Askatasuna" no idioma basco, anunciou neste domingo um cessar-fogo permanente. A primeira vista, parece uma notícia alvissareira. A ETA, criada em 1959, tem se destacado pelos atentados terroristas. Calcula-se que neste período de atuação, dita em nome da independência do país basco, tenha matado mais de 800 pessoas.
O chamado País Basco é uma região que envolve o sul da França e o norte da Espanha, na qual estão as províncias de Guipúzcoa, Vizcaya e Alava, envolve cerca de dois milhões e meio de pessoas. Ali estão cidades conhecidas como grandes centros financeiros e industriais como Santander e Bilbao. O governo espanhol já concedeu autonomia para a região, como fez também com Catalunha e Galícia. Mas não admite independência.
Através de um comunicado enviado à rádio e televisão basca, a organização separatista espanhola explica que o objetivo da decisão hoje anunciada é impulsionar o processo democrático no país basco, para construir um novo marco, no qual sejam reconhecidos os direitos do povo basco. E é aí que vem o ponto em que se questiona se a notícia é alvissareira. A ETA já anunciou cessar-fogo em outras ocasiões e sempre rompeu. O diferencial é que fala agora em cessar-fogo permanente, mas fala também em novo marco para o reconhecimento dos direitos do povo basco. Se isto implicar independência, o cessar-fogo não terá validade.
Repito este comentário porque tivemos neste domingo a emissão de mais um comunicado pela organização terrorista ETA, no qual anuncia cessar-fogo e assinala que não "vai mais realizar ações armadas". No texto, enviado à rede britânica BBC e ao jornal basco Gara --meio utilizado habitualmente pelo grupo para divulgar comunicados--, a ETA não detalha o que define por ações armadas "ofensivas", nem coloca prazo para o cessar-fogo. Este é o 11º anúncio de cessar-fogo do grupo terrorista. Ou seja, estamos diante de uma repetição de fatos anteriores. O que pode ser apontado como novo é o fato de o grupo estar muito debilitado, com seus principais líderes presos e com a capacidade de realizar ataques extremamente reduzida. Apesar disto, o anúncio é visto com ceticismo.
Postado por Jurandir Soares - 06/09/2010 12:23
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Blair segue fora da realidade
O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair foi escolhido como mediador para a questão entre israelenses e palestinos, mas não conseguiu colocar as partes frente à frente. Quem obteve este êxito foi a secretária de Estado Hilary Clinton, que esta semana levou a Washington não só as lideranças dos dois grupos, mas também os dirigentes de Egito e Jordânia, os dois países árabes que mantém relações com Israel. Talvez por ter ficado apagado no episódio, Blair resolveu fazer uma declaração que ganhou repercussão. Descreveu o radicalismo islâmico como a maior ameaça atual à segurança internacional. Em entrevista à BBC, Blair afirmou que os seguidores do radicalismo islâmico acreditam que tudo o que fazem em nome de sua causa é justificável, inclusive o uso de armas químicas, biológicas e nucleares. Ele não deixa de ter razão. Os grandes atentados no mundo em tempos recentes foram praticados por fundamentalistas islâmicos, a começar pelo 11 de setembro de 2001 em Washington e Nova York, passando depois pelos atentados aos metrôs de Londres e de Madri. Mas Blair se engana quando nega que suas próprias ações militares, enquanto ocupou o cargo de primeiro-ministro, tenham estimulado o apoio ao radicalismo. Ele esquece que foi o seu apoio à invasão do Iraque que levou os terroristas a praticaram o atentado ao metrô de Londres. Como também o mesmo apoio dado por Aznar na Espanha que levou ao ataque ao metrô de Madri. Ou seja, Blair continua sem ter uma visão de estadista.
Postado por Jurandir Soares - 04/09/2010 11:43 - Atualizado em 04/09/2010 11:44
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divergências entre palestinos
Israelenses e palestinos estão reunidos em Washington, sob a mediação do presidente Barack Obama, para tentar chegar a um novo acordo de paz. Digo um novo, porque em 1993 eles já assinaram um acordo, que inclusive veio a dar o Prêmio Nobel da Paz aos seus dirigentes. Esse acordo previa a gradativa passagem da administração das cidades da Cisjordânia e da Faixa de Gaza para os palestinos. Esse acordo chegou a ser implementado até o fim dos anos 90. Apesar de, em 1995, um judeu radical, que não concordava com a devolução para os palestinos de áreas onde foram estabelecidos assentamentos judaicos, assassinou o então premiê israelense Shimon Peres. O sucessor de Peres, Ehud Barak, seguiu negociando com os palestinos e já havia concordado até em entregar a parte oriental de Jerusalém, de maioria árabe, para ser a capital palestina. Foi quando então entrou em cena o radical Ariel Sharon, desestabilizando Barak e fomentando a volta da discórdia. Aliando-se ao fato de que na Casa Branca assumia George Bush, o processo de paz estancou no início dos anos 2000.
Curiosamente, na presente reunião que se realiza em Washington, Ehud Barak, agora na condição de ministro da Defesa, voltou a falar que Israel poderia entregar Jerusalém Oriental para os palestinos. Mas, para mostrar como não há consenso nem entre os israelenses, o primeiro-ministro Benamyn Netanyahu o desautorizou e disse que Jerusalém segue sendo a capital indivisível de Israel.
Ao mesmo tempo, horas antes do início da retomada das conversações de paz entre palestinos e israelenses em Washington, colonos judeus na Cisjordânia ocupada começaram novas construções, quebrando a moratória do próprio governo israelense - que congela as obras até 26 de setembro - e aumentando os obstáculos ao sucesso do diálogo direto mediado pelos EUA. Naftali Bennett, o diretor da Yesha, entidade que agrupa os colonos, disse que eles iriam começar a construir mais casas e infraestrutura pública em pelo menos 80 colônias erguidas nos territórios ocupados por Israel.
Por aí se pode ver como é difícil chegar a um acordo.
Postado por Jurandir Soares - 02/09/2010 10:47 - Atualizado em 02/09/2010 10:48
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Obama tem recaída por Bush
O presidente Barack Obama, em pronunciamento à nação nesta terça-feira à noite, anunciou oficialmente o fim da guerra no Iraque. Disse que retirou 100 mil soldados do Iraque, deixando lá um contingente de 50 mil para ajudar os iraquianos a estabelecer a sua própria segurança. Disse ele que o Iraque é uma página virada. Obama estava cumprindo sua promessa de campanha.
Mas Obama disse também que antes de fazer seu pronunciamento conversou com o ex-presidente George Bush. Pois parece que se deixou influenciar pelos posicionamentos de seu antecessor. Pra começar, disse que terminou a operação “liberdade para o Iraque”, que foi o nome dado por Bush. E mais: Obama disse estar maravilhado com o sacrifício de "homens e mulheres americanos em uniforme", que lutaram em "um lugar distante, por pessoas que nunca conheceram". Ora lutaram por pessoas que nunca conheceram? Vai querer convencer, como tentou fazer Bush, que os EUA foram lá lutar única e exclusivamente para implantar a democracia no Iraque! Então porque não fazem o mesmo na Arábia Saudita, no Kuwait e em tantas outras monarquias absolutistas da região, que praticam mais atrocidades do que os aiatolás do Irã.
Todo mundo sabe que Bush atacou o Iraque em nome das corporações que lhe deram sustentação: do petróleo, das armas, da construção, etc. Obama, que teve a visão de que a guerra contra o terror não é no Iraque, mas no Afeganistão, poderia ter-se poupado desses detalhes relacionados a Bush.
Postado por Jurandir Soares - 31/08/2010 22:27
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Obama anuncia fim da guerra
O presidente Barack Obama faz nesta terça-feira um pronunciamento à nação, anunciando oficialmente o fim da guerra no Iraque. Cessam as operações e continua no país um contingente de 50 mil homens, com a finalidade de dar apoio às forças iraquianas para a manutenção da segurança do país. Manutenção é o modo de dizer. Porque isto pressupõe que hoje haja segurança. E todo mundo sabe que não há. Os atentados se sucedem quase que diariamente. Isto porque, depois da tomada americana do Iraque tivemos uma guerra civil dentro do país entre xiitas e sunitas, as duas correntes do Islã que dominam o país. Ao tempo de Saddam Hussein, eram os sunitas que estavam no poder e mantinham os xiitas sob o tacão da bota. Com a invasão americana, os sunitas foram enfraquecidos e, com isto, os xiitas de aproveitaram para tomar o poder. Hoje são eles que mandam no país. Mas são eles também que sofrem as conseqüências da insurgência.
De qualquer forma, Obama tenta dar um fim à guerra de George Bush, que os americanos não querem saber mais. Porém, ao mesmo tempo, Obama tem que se concentrar na outra guerra da qual os americanos também estão cansados, que é a do Afeganistão. Mas, para isto ele tem uma boa justificativa: é lá que está o terror da Al Qaeda, de Bin Laden e do Talibã. E é este terror que precisa ser derrotado.
Postado por Jurandir Soares - 30/08/2010 17:33
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