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Chuva de folhas de caderno picadas foi a última homenagem dos estudantes
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Abaixo de uma chuva de folhas de caderno picadas, o corpo de João Alberto Silva Figueiró, de 60 anos, deixou o saguão do Colégio Júlio de Castilhos, onde foi velado na manhã desta terça-feira. O féretro deixou o local, onde o diretor passou praticamente a vida inteira, sob o toque de silêncio de um integrante da banda marcial do Julinho. Houve homenagens de professores e alunos, bem como uma missa de corpo presente.
Vítima de câncer, ele foi sepultado no Cemitério Ecumênico João XXIII, onde centenas estiveram presentes, inclusive figuras da política porto-alegrense, como o vice-prefeito José Fortunatti, do PDT, o deputado petista Raul Pont, e a vereadora Sofia Cavedon, também do PT.
Muitos ex-professores estiveram presentes nas homenagens. Entre eles Artur Zanella, de 68 anos, que não chegou a ser colega de classe de João Alberto. No entanto, conviveu com o diretor durante todo o período em que foram professores do Julinho, bem como nos últimos anos, em que Figueiró foi diretor da escola. “Se diz que ninguém é insubstituível, mas ele é ”, resume.
O caixão foi coberto com as bandeiras do Julinho, que mantém as cores do Rio Grande do Sul, e do Grêmio, time ao qual foi dedicado durante toda a vida.
Ouça o áudio: Artur Zanella, membro da Fundação de Apoio ao Colégio Júlio de Castilhos
Fonte: Marjulie Martini/Rádio Guaíba