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05/06/2013 09:31 - Atualizado em 05/06/2013 10:11

Patrulha Maria da Penha poderia ter evitado cárcere privado em Sapucaia, afirma coordenadora

De acordo com a tenente-coronel da BM Nádia Gerhard, 60% das mulheres agredidas retornam para os companheiros

A tenente-coronel Nádia Gerhard, comandante do 19º Batalhão de Polícia Militar (BPM) e coordenadora estadual da Patrulha Maria da Penha, disse, na manhã desta quarta-feira, que caso o projeto estivesse em vigor no município de Sapucaia do Sul, na região Metropolitana de Porto Alegre, o cárcere privado que durou mais de 20 horas provavelmente não teria ocorrido. Conforme a policial, no trabalho, os PMs vão até as residências das mulheres que possuem medidas preventivas urgentes para verificar como elas estão e evitar a presença do homem agressor.

Conforme a tenente-coronel, 60% das mulheres retornam para os seus companheiros após serem agredidas e voltam a ser vítimas. No entanto, há casos de mulheres que sofrem um tapa e registram queixa na Brigada Militar (BM) e pedem a medida protetiva. A policial destacou que a orientação é para todos os casos de agressão serem registrados e pedida a medida, mas também há casos de mulheres que foram agredidas durante 26 anos e só agora decidiram agir. Essa demora, segundo Nádia, ocorre por causa da dependência afetiva ou financeira.

Em função do êxito do projeto, ele deve ser ampliado. Conforme a tenente-coronel, ainda não há um prazo específico para o trabalho, mas outros municípios, como Caxias do Sul e Santa Cruz do Sul, estão em negociação. A policial salientou que além da BM, o projeto conta com o apoio de diversos órgãos, como a assistência social dos municípios, Polícia Civil (PC), Instituto Geral de Perícias (IGP), entre outros. Hoje, ele funciona nos quatro Territórios da Paz - Restinga, Rubem Berta, Lomba do Pinheiro e Santa Teresa, Canoas e Esteio.  

Jerry Éder Aguiar de Oliveira, de 41 anos, manteve a ex-companheira em cárcere privado desde as 10h30 de ontem e foi encontrado morto asfixiado, na manhã desta terça-feira, quando os policiais invadiram o prédio. A vítima, Rosemary da Silva Anório, de 51 anos, sofreu tentativa de asfixia e foi encaminhada para o Hospital Getúlio Vargas, no município, por uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). No início do caso, um menino, de menos de um mês, neto do casal, foi liberado. Ele também era mantido como refém.


Fonte: Jerônimo Pires / Rádio Guaíba

 

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