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19/12/2012 13:37 - Atualizado em 19/12/2012 21:08

Santa Cruz do Sul: garota que morreu em penhasco escondeu encontro marcado da família

Quebra de sigilo telefônico mostra que a última mensagem foi enviada pela adolescente às 22h de sexta-feira

Por meio da quebra do sigilo telefônico da garota e do depoimento de um amigo dela, a Polícia Civil descobriu que Ana Paula Sulzbacher, de 15 anos, encontrada morta, nessa segunda-feira, em Santa Cruz do Sul, mentiu para os pais para sair de casa e escondeu ter um encontro marcado, na sexta-feira passada. Depois de quase três dias desaparecida, a menina teve o corpo localizado abaixo de um penhasco de 40 metros de altura, no Vale do Rio Pardo.

Conforme o delegado substituto da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Santa Cruz, Miguel Mendes Ribeiro Neto, a garota deixou a residência por volta das 21h dizendo estar indo visitar uma amiga. O policial explicou, porém, que ela havia marcado um encontro com um garoto e com o amigo dele, que se atrasaram para o compromisso, fazendo Ana Paula ficar cerca de uma hora na rua esperando, antes de conseguir contato com a dupla.

Por volta das 22h, ela mandou uma última mensagem dizendo estar chegando à casa de um deles. O jovem, que já prestou depoimento para a polícia, afirmou que ficou esperando, mas Ana Paula não apareceu. O celular dela ainda não foi encontrado.

A polícia trabalha com a hipótese de que a vítima tenha sido violentada e depois sofrido a queda. Além de ela não estar com as vestimentas de baixo, uma perícia preliminar apontou lesões sugestivas de estupro. Os exames definitivos devem ser entregues em 10 dias. “Nossa dúvida, agora, é se essa queda foi provocada ou se ela estava fugindo de um suposto agressor e caiu acidentalmente, são várias possibilidades, não podemos descartar nada na verdade”, explica.

O delegado garante, ainda, não ter suspeitos para o crime, mas acredita que ela tenha sido abordada por alguma pessoa desconhecida, por estar sozinha na rua, no fim da noite. A polícia tenta ainda encontrar imagens que possam ter registrado momentos antes da ação ou alguma testemunha, já que no local do crime, o Parque da Cruz, não existem equipamentos. O corpo da jovem apresentava diversas escoriações e fraturas que seriam oriundas da queda. A morte foi causada por perda de sangue, o que, demonstra que ela estava viva quando caiu. Usando faixas e cartazes, familiares e amigos da jovem protestaram no centro da cidade, na manhã de hoje, exigindo mais segurança.


     Ouça o áudio: Delegado Miguel Mendes Ribeiro Neto

Fonte: Maria Eduarda Fortuna/Rádio Guaíba

 

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