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03/02/2012 17:04 - Atualizado em 03/02/2012 19:45

Caso “Pampa Burger” é o maior surto de intoxicação alimentar dos últimos cinco anos na Capital

Em nota, lanchonete garante estar revisando cadeia de fornecedores. Laudo encontrou salmonela entre as bactérias que deixaram 230 pessoas doentes

Em todo o ano passado, a Vigilância em Saúde de Porto Alegre investigou 32 surtos de toxiinfecção alimentar, conforme o chefe da equipe de alimentos, Paulo Casanova. Segundo os registros do órgão, o número de notificações decorrentes da ingestão de alimentos na lanchonete Pampa Burger, interditada em 26 de janeiro na avenida Venâncio Aires, no bairro Cidade Baixa, é o maior dos últimos cinco anos na Capital.

Desde a terça-feira da semana passada, a Vigilância recebeu 273 notificações de clientes que apresentaram sintomas após frequentar o estabelecimento. Desses, 231 desenvolveram a doença.

Casanova explica que, conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), é considerado surto a ocorrência de um caso, quando há internação hospitalar, e a partir de dois, quando as pessoas consumirem o mesmo tipo de alimento no mesmo local em um curto período de tempo.

O resultado das análises realizadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Estado (Lacen/RS), divulgado na tarde desta sexta-feira, apontou que hambúrgueres e molhos do Pampa Burger da rua Venâncio Aires, na Cidade Baixa, continham as bactérias escherichia coli e salmonela.

Das 13 variedades de hambúrgueres coletados, dez apresentavam as bactérias. Entre os cinco molhos recolhidos, um tinha a presença de salmonela.

O chefe da equipe de alimentos esclarece que a escherichia vive no trato intestinal de humanos e de outros animais. Ela aparece em razão da falta de higiene tanto nos alimentos, quanto nos utensílios utilizados para preparação e nas mãos em contato com os produtos.

Já a salmonela surge no sistema gastrointestinal de aves e mamíferos e ocorre em alimentos de origem animal, principalmente, como ovos e lácteos. O período de encubação, até o aparecimento dos sintomas, pode chegar a três dias.

Casanova esclarece que as bactérias podem ser destruídas se os alimentos forem conservados em temperatura inferior à 7º e cozidos a mais de 60º. A ocorrência é registrada, portanto, quando há má conservação e cozimento dos produtos.

Os sintomas apresentados por quem adquire toxiinfecção alimentar são cólica, diarreia, náuseas, febre, dor de cabeça e calafrios. Se tratados de maneira adequada, com uso de antibióticos, reidratação e repouso, os sinais desaparecem em até uma semana. Caso não seja tratada, a doença pode se agravar, causando artrite, problemas neurológicos e inclusive morte.

O Pampa Burger deve continuar interditado até que cumpra as medidas exigidas pelo órgão, a fim de garantir a qualidade dos produtos e a segurança dos frequentadores.

Entre as recomendações da Vigilância Sanitária, a identificação da procedência dos ingredientes para produção de hambúrgueres, bem como das condições de armazenamento, cozimento, manipulação e temperatura para conservação dos produtos.

Através de nota, o Pampa Burger informou que todos os funcionários que atuaram na preparação dos alimentos realizaram exames analisados pela Vigilância, atestando que não apresentavam nenhum tipo de contaminação. Além disso, a lanchonete garante que toda a cadeia de fornecedores, que está sendo revista, segue apurando internamente as causas do ocorrido.

Confira a nota na íntegra:

O Pampa Burger informa que recebeu nesta sexta-feira (3/2) o laudo oficial da Vigilância Sanitária que investigou os casos de intoxicação alimentar ocorridos após consumo no restaurante. O resultado apontou contaminação nos alimentos servidos por salmonella e escherichia coli, mas não identificou a origem do problema. De acordo com a equipe de inspeção, em casos de surtos como o ocorrido, a análise é feita nos alimentos já prontos e não na matéria-prima.

A casa afirma que todos os funcionários que atuam na manipulação dos alimentos foram submetidos a exames médicos analisados pela Vigilância Sanitária, que atestou que estavam negativos para qualquer tipo de contaminação. A direção ressalta que está revendo toda a sua cadeia de fornecedores e que os mesmos também apuram internamente as causas do ocorrido para buscar respostas mais conclusivas.

Desde a intervenção cautelar, no dia 26, o Pampa Burger vem investindo em melhorias em suas dependências físicas e no seu procedimento interno de fiscalização. O estabelecimento também já conta com uma consultoria especializada para reforçar a implementação das melhores práticas no processo interno de produção de alimentos. A empresa informa também que já está em fase de contratação de um profissional para atuar como responsável técnico para reforçar o controle do processo produtivo e da logística dos alimentos bem como treinamento dos funcionários.

O Pampa Burger ressalta mais uma vez o compromisso com a qualidade dos produtos e a relação com os clientes. O restaurante é uma das mais conceituadas hamburguerias da cidade. Entre os reconhecimentos já recebidos, foi eleito pela revista Veja o melhor sanduíche de Porto Alegre de 2011/2012. A direção pede mais uma vez desculpas aos clientes e reforça o empenho em eliminar qualquer tipo de ocorrência semelhante com esta novamente.



     Ouça o áudio: Chefe da equipe de alimentos da Vigilância em Saúde de Porto Alegre, Paulo Casanova

Fonte: Camila Kila/Rádio Guaíba

 

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